u treat me badly i love u madly
(Source: anaranna)
Acordou meio desorientada sem saber direito as horas. Achara que tinha se passado um dia, mas passou-se pouco mais que horas… Ainda eram quatro da tarde, o crepúsculo cinzento chegava pela janela e a pouca luz incomodava seus olhos. Levantou-se meio sonolenta e foi tropeçando até a cozinha com os olhos semicerrado que ainda não tinha conseguido abrir. Colocou duas xícaras de água na cafeteira e durante um longo bocejo sentiu sua mente invadida pelas imagens da noite que antecedera aquele dia.
Arrastou-se até a sala de sua casa e sentou bruscamente no sofá vazio, pressionou seu corpo contra o móvel e afundou no estofado observando seus gatos pretos passarem indiferentes por ela. Já com a TV ligada e apoiando seu rosto com as mãos no queixo ela sorrateiramente mudava de canal, não estava a procura de algum canal superinteressantíssimooucoisaqueovalha estava totalmente remota de qualquer lugar, por que tantos devaneios, por quê?
Fitou seus próprios braços e viu desenhos engraçados, assustou-se com o gato que pulou no sofá e miou e rodou duas vezes cravejando em seguida suas garras para deitar-se em segurança. Ela observava tudo com muita distração, levantou-se e foi para o quarto, olhou para o telefone, deu duas voltas pelo cômodo e agarrou o travesseiro se jogando em seguida sobre a cama, pensava em coisa-alguma e em alguma-coisa, seus pensamentos lutavam contra si dividindo frações de segundos em horas. Não havia um motivo grande para isso tudo, era um tédio qualquer num domingo qualquer.
Tentou ler alguma coisa, um livro, um jornal, a embalagem de um produto qualquer, mas, há esqueci da cafeteira, voltou para cozinha correndo e escorregou no chão, amorteceu seu corpo com sua mão direita e por isso à torceu. Desligou a cafeteira e voltou correndo para o quarto atrás de uma atadura. Não encontrou. Deitou na cama olhando para a janela e o cinza já havia desaparecido, o relógio marcava cinco horas, o dia havia escurecido devido ao inverno. Não havia mais luz, no quarto escuro sem intenção apoiou-se com a mão dolorida para se ajeitar na cama, soltou um gemidinho de dor agudo, percebeu-se então, não foi nada desagradável, e com um pouco de intenção, apertou sua mão contra a outra fazendo seus nervos quase sucumbirem em dor, e fez de novo, e de novo, aquela dor era tão, tão bom, tão boa, quero mais, queria mais, o volume no short subia enquanto feria a si mesma. Pegou seu pau duro e se masturbou com a mão machucada e já não sabia-se mais a distinção entre dor e prazer, gemia como uma fêmea gata no coito, pressionava suas mãos ainda mais contra seu membro, não havera experimentado nada parecido antes. Num gozo de dor ela jorrou todo o esperma no lençol, havia o suficiente pra sustentar a população chinesa. Não havia mais preocupações com dor, não havia preocupações com o prazer, havera tudo se fundido num só gozo, havera tudo se fundido, haverá tudo, aquele momento.
Respirava três tempos e expirava um tempo. Notou que havia algumas poucas gotas de sangue em seu sêmem, o que mais tarde ela descobrirá ser um câncer qualquer, mas não se importou, conseguiu dormir e acordar bem no dia seguinte.
Pregnancy 2